domingo, 14 de agosto de 2011

[Resenha] Cory Doctorow - Pequeno Irmão

Até que ponto um país pode interferir na liberdade e na privacidade de seus cidadãos, visando a combater uma ameaça terrorista? Quão forte pode ser uma nação de jovens na hora de lutar contra a violência opressiva de um governo? Quão potente pode ser um anseio pela liberdade, quando aliado ao poder incomensurável da tecnologia? É nessas e em outras questões que se baseia a trama de Pequeno Irmão - uma obra, no mínimo, inspiradora.

Marcus é um jovem de 17 anos, apaixonado pelas minúcias da tecnologia, que testemunha um ataque terrorista responsável por mergulhar os Estados Unidos em uma onda de caos. Depois de ser imediatamente preso como suspeito em potencial, interrogado à exaustão por dias seguidos, Marcus é liberado e se depara com um inferno dantesco: o ataque fez com que o governo, por intermédio do seu Departamento de Segurança Nacional, instituísse um regime de absoluta vigilância, onde cada cidadão é uma ameaça até que se prove o contrário. Se você pega um determinado ônibus todos os dias, mas foge uma única vez da sua rotina por um motivo qualquer, o Departamento vai querer saber por que você mudou seu trajeto. Além disso, o governo encontrou formas de saber onde você está a cada momento - quando você passa por um pedágio ou usa um telefone público, por exemplo, você está dizendo a todos onde está e quando está. Adeus, privacidade. Adeus, liberdade.
- Você está sendo paranoico, Marcus - ele me disse durante um café da manhã quando contei sobre os caras que vi levando uma dura dos policiais no metrô, no dia anterior.
- Pai, isso é ridículo. Eles não estão capturando nenhum terrorista, não é? Só estão assustando as pessoas.
- Eles podem não ter capturado nenhum terrorista ainda, mas com certeza estão retirando muitos bandidos das ruas. [...]
- Mas a maioria das pessoas que eles prendem não fez nada de errado, pai. - Isso estava me irritando. Meu próprio pai! - É loucura! Para cada culpado que eles pegam, milhares de inocentes são punidos.
É lógico que alguém teria de lutar contra isso tudo. O interessante é que esse motim não vem por iniciativa de grandes intelectuais e personalidades jornalísticas, mas sim de Marcus e de alguns de seus amigos: um grupo sonhador de jovens, que acredita nos ideais expressos na Constituição e na Declaração de Direitos, na liberdade de expressão e na capacidade da população de lutar por aquilo que lhe é melhor. O plano é claro: usar a tecnologia contra a tecnologia. Por meio de avançados métodos de criptografia e transmissão de dados, de criação de interferência e de manipulação de databases, Marcus - ou M1k3y, como ele é conhecido virtualmente - decide jogar o feitiço contra o feiticeiro.
O mais importante sobre sistemas de segurança não é como eles funcionam, é como falham.
Preciso ser honesto: se você é leigo no universo da informática, pode ter alguns problemas com esse livro. É notável o esforço do autor para explicar detalhes técnicos da forma mais clara possível, mas é inevitável que algumas noções fiquem um pouco abstratas, porque a natureza delas envolve complexidade. A boa notícia é a seguinte: por mais que algumas partes possam ser difíceis, é perfeitamente possível ler o livro até a última página sem se sentir perdido na história, até porque Pequeno Irmão é muito mais sobre união e mudança do que é sobre tecnologia, a meu ver. E é justamente por isso que a obra é inspiradora: porque desafia o ceticismo em relação à política, põe a carcaça frágil do conformismo sobre a mesa e nos mostra, tintim por tintim, o que acontecerá caso todos nos resignemos a aceitar piamente o que o governo faz, sem queixas ou questionamentos.

Marcus é um protagonista que desperta um caleidoscópio de sentimentos - todos positivos. Conforme você vai virando as páginas desse livro de leitura leve e forte, sua relação por Marcus passa pelos patamares de admiração, orgulho, pena, apoio e parceria. Você estabelece um pacto com a alma guerreira do garoto; tem vontade de se posicionar ao seu lado e lutar contra toda a opressão, por mais que a vitória pareça improvável. Quando ele cai e se ergue novamente, você vai e volta também; quando ele tem a chance de passar pelos transtornos normais de um adolescente de 17 anos, você torce para que todo aquele furacão de paranoia acabe logo, para que Marcus possa ter uma vida comum, com uma namorada secreta e professores chatos na escola.
Abaixei o isqueiro e reli a mensagem. Quando terminei, estava chorando, soluçando. Eu me lembrei de tudo, da mulher de cabelo curto, das perguntas feitas por ela, do fedor de mijo, do tecido das minhas calças, endurecido pela urina seca.
- Marcus?
A porta estava entreaberta e minha mãe se encontrava parada na passagem, olhando-me com uma expressão preocupada. Há quanto tempo ela estava ali?
Sequei as lágrimas do rosto com o braço e funguei. [...]
Minha mãe me pegou em seus braços, como fazia quando eu era pequeno, fez um cafuné, sussurrou no meu ouvido, me ninou e, aos poucos, devagar, os soluços pararam.
Pequeno Irmão é um lançamento notável da Galera Record, uma narrativa enérgica que, sem citar correntes de pensamento e pensadores pró-marxismo, faz com que percebamos a importância da luta pela liberdade, o poder da tecnologia e a força que uma união pode ter. Recomendo esse livro a todos, politicamente céticos ou não, que estão dispostos a  acompanhar uma narrativa de coragem e ousadia, a conhecer personagens que não mexem a cabeça positivamente perante todas as ordens do governo, mas que acreditam na velha e verídica história do of the people, by the people, for the people

Título: Pequeno Irmão.
Autor: Cory Doctorow.
Editora: Galera Record.
Número de páginas: 400.
Avaliação: 4,5 de 5.

28 comentários:

  1. "Quão forte pode ser uma nação de jovens na hora de lutar contra a violência opressiva de um governo?" Háá essa força vai depender muito de cada um, se fosse aqui no Brasil acredito que seria uma decepção.

    "onde cada cidadão é uma ameaça até que se prove o contrário. Se você pega um determinado ônibus todos os dias, mas foge uma única vez da sua rotina por um motivo qualquer, o Departamento vai querer saber por que você mudou seu trajeto" Isso é super revoltante o governo não passa de pessoas iguais a nós, poderiam começar a fiscalizar de dentro não? Mas deixa eu me ater a resenha rsrsrs

    "que acredita nos ideais expressos na Constituição e na Declaração de Direitos" Que no papel é tudo muito bonito mas na realidade não passa de um "papel" se o povo não se mexe ¬¬

    Tecnologia eu adoro, ainda mais nesse tipo de contexto. Adorei a capa do livro e a história parece-me muito promissora. Como sempre a resenha está impecável.
    Adorei!

    Beijos
    BabihGois
    http://babihgois.blogspot.com

    P. S.: Com certeza eu quero ler esse livro!

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  2. O livro, antes de tudo, me parece polêmico. A temática é sem dúvida forte e tenho a impressão de que, se você se entrega a história, ao terminar de ler ficará com aquela vontade de sair questionando e lutando por mudanças naquilo que necessita mudar!
    Mais uma ótima resenha ^^
    Parabéns!
    Fiquei curiosa pra ler o livro, mesmo sem entender muito de tecnologia. Pelo que você disse, esse não é um grande problema!
    Beijos!

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  3. Pois bem, Sr. Robledo, vamos lá comentar...
    Pequeno Irmão, pelo que pude perceber na sua resenha, realmente é um livro inspirador; uma história que te faz refletir sobre nossa atual sociedade...
    Lendo o post, lembrei-me da Ditatura Militar no Brasil, a época em que os jovens lutavam por sua liberdade, almejavam um país justo e democrático.
    Robledo, esse é um livro que lerei com certeza. Gostei de sua resenha, só estou pensando aqui se o fato de não ter dado nota 5 para o livro, seja por causa dos termos de informática usados pelo autor...

    Um grande abraço.
    @Jonathan_HGF

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  4. Jonathan: É por aí mesmo. Não dei cinco para o livro porque há momentos - poucos, mas há - onde fica realmente difícil entender o que o autor está querendo dizer. Mesmo que ele tente se explicar da melhor forma possível, não é fácil reduzir assuntos como protocolos de rede e técnicas de criptografia a uma linguagem simples e inteligível. Como eu disse na resenha, entretanto, a sorte é que esses momentos passam relativamente rápido, e você só precisa extrair a mensagem principal de cada um deles; os detalhes técnicos são meramente informativos.

    Abraço.

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  5. A Galera Record, não podemos negar, possui um catálogo de fazer babar qualquer bookaholic, e certamente a sinopse te agarra pelo topete ^^

    Parece retratar bem a noia dos americanos acerca de atentados, não é? Um garoto de 17 anos passando por tudo isso, quando deveria estar se preocupando com a faculdade O.O

    Ótima seleção de frases, amigo.

    "O mais importante sobre sistemas de segurança não é como eles funcionam, é como falham" me remete a uma grande produção que esbanja talentos em high tech *.*

    Ah, este tem termos técnicos da informática... Mas tem algum glossário?

    Beijos!

    This Gomez
    Steampink
    Canto e Conto

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  6. Conheci esse livro agora, mas fiquei bem curiosa pra ler. Tô conhecendo alguns ultimamente que fazem críticas sobre o governo, e suas formas, e tal, e tô adorando ^^
    ótima resenha :D
    Só não gostei muito da parte de ter termos técnicos.. Espero que não atrapalhe muito a leitura

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  7. Faz tempo que estou doido para ler esse livro, parece nao, é muito bom a estoria.

    parabens mesmo pelo blog, estou seguindo...

    abraços

    Philip Rangel
    http://entrandonumafria.blogspot.com/

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  8. Olá!!!

    Eu estou muuuuuuuito curiosa para ler esse livro!!! E por ser da Galera já ganha 1 pontinho a mais!
    Eu nunca li 1984, de George Orwell, mas como estudante de jornalismo, sei a história toda e o Pequeno Irmão parece ser uma versão teen e moderna do livro, não é?!
    Muito boa sua resenha... Gostei!!!

    Abraços, Karina.

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  9. Adorei a sinopse do livro. Adoro quando o livro envolve conspirações, tecnologia, rebeldia e inconformismo. Lembrou-me um pouco (ou um muito) do livro do George Orwell, 1984, que é excelente e um dos livros que mais gostei com uma história viciante, super bem escrita. Achei a ideia central dos dois muito parecida. Inclusive me faz pensar se ele tirou esse nome "Pequeno Imrão", em uma referência indireta à o Big Brother, figura central que controla tudo no "1984". Fiquei muito interessada na leitura desse, que comparado ao outro parece ser mais leve, mas igualmente viciante! Já pulou para minha listinha de Vou Ler, muito obrigada pela indicação ^^
    Resenha muito bem escrita por sinal, alías, os meninos desse blog dão um show mesmo, os dois estão de parabéns!! Já é visita constante na minha listinha de blogs!

    Beijos!

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  10. Olá, Robledo!

    Achei a temática proposta pelo livro muitíssimo interessante, diferente de muitas coisas que estamos acostumas a ver. Ver que ele trata sobre terrorismo e lutar contra a violência já o torna inspirador, fazendo com que qualquer leitor se sinta instigado. Acredito que, após a leitura de um livro como este, você passe a ver e a questionar coisas assim de uma outra forma, sempre buscando o bem.
    Acredito que vale muito a pena ler um livro que provoque um acervo de sentimentos no leitor, e pelo que vi esta obra fez isso contigo. Acho que não há preço, porque você fica com aquela história gravada em sua mente por muito tempo, e isso é realmente muito bom. Sensação única de que valeu muito a pena.

    Ótima resenha!

    Um abraço.
    http://universoliterario.blogspot.com/

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  11. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  12. Realmente, o livro parece ser surpreendente. Não só pelo contexto político, mas tbm pela forma como esses jovens resolvem se manifestar: "tecnologia contra a tecnologia".
    Não sei se a comparação vai ser válida, mas qdo vc citou criptografia, transmissão de dados, detalhes minuciosos da informática, lembre de alguns livros do Dan Brown que li e tinham uma temática semelhante nesse ponto. Por isso fiquei mais interessada ainda no livro. Não sei exatamente como os garotos vão agir, que medidas irão tomar, mas deu vontade de descobrir. :)

    Sobre o comentário lá no blog:

    Eu costumo fazer essa pausa entre um livro e outro porque, qdo a leitura é difícil, eu paro pra refletir um pouco mais sobre o livro, preparo a resenha pro blog, seleciono leituras mais leves, descanso mais a mente até me adaptar com personagens e histórias diferentes. É bem legal. Mas qdo o livro é leve eu geralmente "emendo" uma leitura na outra tbm. =)

    Bjs ;)

    P.S: removi o comentário anterior, pq fiz alguns erros de digitação. :/

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  13. Adorei! Ainda não tinha ouvido falar dele, acredita? Mas o resumo é todo intrigante, e o enredo parece ótimo. De certa forma, caracteriza nossa sociedade hoje... será? haha. Ótima resenha! Já vai para a listinha ,haha. Abraços!

    Rachel Lima
    http://etcoetra.blog.br/

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  14. Com certeza me interesso por livros assim, livros polêmicos e que têm algo a acrescentar em nossas dias. Fiquei super curiosa para ler esse. Adorei sua resenha! Parabéns!

    P.S.: Obrigada por comentar lá no blog e por seguir também. Obrigada pelos elogios também :D
    Também já estou seguindo aqui. \o/

    Beijão,
    Priscilla Duhau
    Livrificando

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  15. Robledo,
    Mais um dos livros que me surpreendeu completamente. Aquela história de julgar pela capa e pelo próprio título que, mais ligado à temática possa ser, remete a outros temas...
    Tenho verídico interesse e admiração por jovens que tomam partido de uma causa, dessa geração que supostamente está surgindo, pronta para a tecnologia, criados em tempos de total liberdade. Fico me perguntando o quão terrível deve ser a repressão, ainda mais em termos tecnológicos, entre pessoas tão habituadas à área.
    A temática é polêmica, deve dividir opiniões, mas já me cativou pela sua. Ótima, aliás.

    Beeijos,
    Ana

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  16. Oiee
    Ah fico sempre curiosa com esse livro, de tanto ver eles falando no twitter
    Primeira resenha que leio, e adorei!
    Ah não sou leiga em Informática haha então acho que gostarei!

    Caíque, adoro Constantine e Van Helsing <3

    bjs e boa semana
    Nana - Obsession Valley

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  17. Interessante... mas segue uma das mais novas modas na literatura: a opressão do governo. Nunca li nem um livro assim, mas fica chato né? Primeiro vampiros, depois anjos, agora isso? :/

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  18. Olá, Robledo!
    Percebi na sua resenha o quanto este livro foi marcante para você! Realmente, não tenho muita paciência com livro que falem sobre tecnologia u futurismo, mas este em especial despertou muito a minha atenção e espero ter a oportunidade de ler algum dia.
    Adorei a sua resenha!!
    Bjos.

    Mariana Ribeiro
    Confissões Literárias.

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  19. Adorei adorei adorei a resenha!

    Parabéns! :D

    Ahhh eu quero este livro!!


    Bia | Blog Livros e Atitudes

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  20. Primeira resenha que leio desse livro! *-*
    Já havia ouvido falar dele, e visto por aí. Mas essa resenha me surpreendeu, gostei muito do enredo do livro, por envolver política e tal'z.
    Fiquei com muita vontade de ler. E espero poder ler em breve!
    Ótima resenha!

    Bjuu' (:

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  21. Adorei a resenha.
    Me parece um livro um tanto pôlemico, daqueles que você não consegue parar de ler enquanto não terminar. Quanto a trama, envolvendo politica é tudo mais, torna o livro mais ainda intrigante.
    Beijos.

    Books E Desenhos

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  22. Olá!
    Nossa, nunca tinha ouvido falar sobre esse livro, primeira resenha que estou lendo (: A Capa já chama atençao, sua resenha já diz para comprá-lo XD. Parece o tipo de livro que vou gostar, um ótimo gênero rs :3 Amei sua resenha, parabéns <3

    Beijos, World of Carol Espilotro

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  23. Oi,
    Primeiro quero agradecer a visita e o comentario no meu blog.
    E dizer que adorei sua resenha sobre o livro. Eu adoro historias com o plano de fundo seja alguma coisa querendo controlar as pessoas. Mas fiquei meio com o pé atras sobre o uso da linguagem e termos sobre informatica. Mesmo que vc tenha dito que não interfere na leitura, acho que isso pode me fazer perder o interesse.

    bjinhuxxx
    Eu li e Divulgo
    http://euliedivulgo.blogspot.com

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  24. Uau Caíque, muito boa sua resenha viu! Eu nem imaginava que esse livro envolvia governo, tecnologia, esses assuntos que eu sou péssima pra entender.
    Ele parece ser um livro que mexe bastante com a filosofia política né??
    Pra quem gosta, fica a dica maravilhosa, parabéns pela resenha mesmo, muito bem apresentada!

    Beijos!

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  25. Oie :)
    Eu achei a temática muito interessante! Pela sua resenha, parece ser um ótimo livro!
    Espero poder ler em breve!
    Parabéns pela resenha, super bem escrita!
    Obrigada pela visita e pelo comentário!
    Tem post novo no blog: Resenha - Liberte Meu Coração
    Tem nova promoção de marcadores no blog! Participe :) http://migre.me/5rVly
    Passa lá :)
    Beijos, Nath
    @brgnat
    Books In Wonderland - http://www.booksinwonderland.com

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  26. Olá, Robledo!

    Este livro me lembrou outros dois: "1984" de George Orwell (assim como a Eduarda Menezes, ali em cima) e "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, sendo este último um de meus preferidos.

    Amo livros que possuem influências tecnológicas, históricas e de alguma forma, futurísticas. Acho interessante obras que tem a missão de fazer uma crítica ao contexto político e social no qual estamos envolvidos. É isso que faz com que se desenvolva no leitor um maior senso crítico e objetivo, muito embora pode-se obter uma formação de opinião em leituras cotidianas.

    Apesar disso, nada como um livro para saborer uma história, adquirir pensamentos novos, ampliar a visão de mundo e compartilhar experiências...

    Adorei a resenha e é certeza que terei este na minha lista dos "Desejados", rs.

    Grande beijo!

    Isabella Colmanetti

    universoliterario.blogspot.com

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  27. Oi, Robledo!

    Preciso dizer, eu simplesmente fiquei fascinada com a história desse livro. Eu adoro essas leituras com algum conteúdo crítico, inclusive pelo curso que eu faço - Relações Internacionais - tenho algumas matérias em que a política está muito envolvida e isso me agrada muito. O terrorismo é um tema difícil de abordar, exatamente por ele possuir várias vertentes possíveis de serem analisadas. Há vários lados nesse jogo, e acredito que seja difícil para todos, mas principalmente para os civis que possuem seu livre arbítrio censurado. Porque fica sempre a questão "é realmente necessário tudo isso? Não há outro caminho?".

    Achei super interessante a ideia de unir esse assunto à tecnologia, porque, convenhamos, hoje em dia a forma mais preciosa de domínio é a tecnologia. Nesse caso, é a forma de tentar escapar do domínio. Adorei!

    Com certeza eu vou ler esse livro. E preciso dizer, adoro o modo como você escreve. Com essa riqueza de detalhes, você consegue transmitir exatamente o que a leitura te proporcionou. Acho isso um dom, parabéns! :]

    Um beijo!
    Camila
    Pool of words

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  28. Cara, a sua resenha está MUITO boa mesmo, parabéns!

    Não queria esse livro, não sei não tinha ido com a cara dele, mas após ler a sua resenha minha opinião mudou da água para o vinho.

    Eu adoro estórias meio revolucionárias, então sinto que tenho tudo para me encantar com esse livro. Já foi direto para a lista de "Vou ler" no Skoob!

    Abração,
    William
    http://www.viciodecultura.blogspot.com

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